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Sargaço: a maré marrom que ameaça o Caribe

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Sargaço: a maré marrom que ameaça o Caribe Esta reportagem faz parte da série Águas Turvas, realizada com apoio da Earth Journalism Network em parceria com a agência Arestegui Notícias. Alejandro Castro Uma década depois de as primeiras florações de sargaço terem sido identificadas no Atlântico Sul, esses gigantescos tapetes marrons de macroalgas representam uma das maiores ameaças ecológicas ao Caribe, uma região megadiversa, da qual dezenas de milhões de habitantes dependem fortemente do turismo e dos recursos naturais. O próximo ano deverá ser particularmente ruim, prevêem os cientistas. A floração do sargaço flutuante tem mostrado crescimento acelerado desde dezembro de 2020, de acordo com os relatórios de monitoramento por satélite realizados pela Universidade do Sul da Flórida (USF) juntamente com a NASA. “A crise está voltando novamente para as costas caribenhas”, alerta Alejandro Bravo Quesada, especialista em oceanografia marinha e Diretor do Ocean Solutions México. Enquanto i...

FOME NA ABUNDÂNCIA

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FOME NA ABUNDÂNCIA PIB per capita elevado contrasta com pobreza em ricas regiões do agronegócio em Mato Grosso JOÃO PERES E TATIANA MERLINO (REPORTAGEM) E FELLIPE ABREU  (FOTOS)*O JOIO E O TRIGO, DE SORRISO E SINOP (MT) Todo dia, João Maria Alves, 61, sobe na bicicleta para correr atrás de trabalho. Quando dá sorte, pega um lote para carpir ou um jardim para passar agrotóxico: foi a maneira que encontrou para usar o que aprendeu como peão de fazenda -- ele foi demitido no começo da pandemia. Sem renda fixa, João e sua companheira, Tereza, se alimentam quando conseguem bicos - ela, como diarista. Quando não, vão se virando, "do jeito que nós pode. Mas quase todo mês vem a turma das igrejas evangélicas e volta e meia traz uma cesta básica pra nós". João mora em uma favela de Sinop (MT), conhecida como a "capital do Nortão" e uma das cidades líderes na produção de soja do país. A favela é nova: não tem nome nem é regularizada, mas já tem padrinhos políticos que trazem ...

“Estamos acabando com nossa fábrica de chuvas”

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Luciana Gatti: “Estamos acabando com nossa fábrica de chuvas” Bruno Kelly/ Amazonia Real Por Leandro Chaves Pesquisadora da Amazônia há quase duas décadas, cientista do Inpe identificou de forma inédita como o desmatamento da floresta põe em risco a produção agrícola e torna o país um acelerador das mudanças climáticas. Catastrófico. É assim que a pesquisadora Luciana Gatti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), define o cenário atual da Amazônia brasileira. Após quase uma década de estudos ao lado de 18 colaboradores, ela descobriu que a maior floresta do mundo não só tem perdido a capacidade de capturar dióxido de carbono (CO₂), como passou a ser fonte de emissão do gás responsável pelo aquecimento global. O processo, segundo a cientista, acontece sobretudo no lado leste da Amazônia e é estimulado pelo desmatamento e queimadas. A descoberta, publicada no ano passado na revista Nature, deixou a pesquisadora em choque. “Foi muito pesado para mim”, lembra. A novidade ganh...

Mais de 300 milhões de árvores já foram derrubadas na Amazônia brasileira em 2022

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Por Leandro Chaves Informações do Monitor da Floresta do PlenaMata trazem estimativas em tempo real, com base nos dados do Inpe, e apontam recorde do desmatamento nos primeiros sete meses do ano; chegada do verão amazônico traz expectativas de números ainda maiores para o restante de 2022. Mais de 300 milhões de árvores foram derrubadas na Amazônia brasileira entre 1º janeiro e 10 de agosto de 2022, de acordo com dados inéditos do Monitor da Floresta do PlenaMata, uma iniciativa do MapBiomas, InfoAmazonia, Natura e Hacklab pelo fim do desmatamento. Nesse período, foram perdidas mais de 1,4 milhão de árvores por dia, uma média de 1.024 a cada minuto e, a cada segundo, de 17. Contador do PlenaMata traz estimativa em tempo real de árvores derrubadas na Amazônia Legal. No fechamento desta reportagem, em 10 de agosto, marcava mais de 305 milhões de árvores derrubadas por desmatamento em 2022. Para Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede de mais de 70 organizaçõe...

10 Ideias utópicas de planejamento urbano

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Guardar no Meu ArchDaily Imagem do livro “Cidades Jardim de Amanhã” de Ebenezer Howard Escrito por Constance Martinez Gaete | Traduzido por Gabriel Pedrotti Construir cidades nos terrenos que ficaram destruídos na Primeira Guerra Mundial foi uma proposta anunciada como a cidade do futuro por Le Corbusier sob o título de Ville Radieuse que contribuiria com a criação de uma sociedade melhor. Embora este master plan tenha sido apresentado pela primeira vez em 1924, nunca chegou a ser concretizado, mas influenciou a construção de habitação de alta densidade. Similar a este plano, ao longo da história, várias tentativas de realizar as chamadas cidades do futuro também não foram construídas, como é mencionado em um recente artigo publicado no blog iO9 , dedicado a explorar temas relacionados à ciência e cultura. Nesta publicação foram apresentados 10 planos que foram considerados erros utópicos, mas que de uma forma ou de outra, inspiraram algumas propostas de planejamentos urbanos futuro...

Áreas da Grande Barreira de Corais registram maior cobertura em 36 anos

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Enquanto regiões do norte e centro apresentam os melhores índices desde 1986, o sul sofre com surtos de estrelas-do-mar coroa-de-espinhos e branqueamento de corais3 min de leitura Recife central e norte da Grande Barreira de corais registram a maior cobertura em 36 anos (Foto: Reprodução/Pixabay) Em 2022, regiões do norte e do centro da Grande Barreira de Corais , na Austrália, têm demonstrado boa recuperação. No último relatório do Instituto Australiano de Ciências Marinhas ( AIMS , sigla em ingês), publicado em 4 de agosto, essas áreas apresentaram a maior quantidade de cobertura de corais já vista desde o início do monitoramento, em 1986. De acordo com o Relatório Resumido Anual da AIMS sobre a Condição dos Recifes de Coral , nos 87 recifes analisados entre agosto de 2021 e maio de 2022, a cobertura média de corais na região norte de Cooktown aumentou de 27% para 36%. Na parte central, o aumento foi de 26% para 33%. Entretanto, enquanto a recuperação ocorre nessas áreas, a cobertura...