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Desmatamento cresceu 28% no Cerrado e 7% na Amazônia em 2022

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Segundo dados do Inpe o valor registrado entre o mês de janeiro e o mês de julho é o maior dos último quatro anos para o período no Cerrado e o maior dos últimos seis anos para a Amazônia Isabel Dourado (crédito: Carlos Fabal/AFP - 25/8/19) Pesquisa divulgada com o Sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) desenvolvido como uma ferramenta de alerta para dar suporte à fiscalização e controle de desmatamento e da degradação florestal mostrou uma alta no desmatamento no Cerrado e na Amazônia . Os dados podem ser conferidos no site do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) e mostraram que o Cerrado teve 4.091,6 km2 desmatados entre o início de janeiro e o fim de julho. O valor representa um aumento de 28,2% em relação aos sete primeiros meses do ano passado e é o maior valor acumulado para o período nos últimos quatro anos. O desmatamento desde o início do ano até 29 de julho foi 50% maior que no mesmo período em 2020, quando atingiu 2.726,1 km2 . Desde então, o va...

Amazônia bate novo recorde de desmatamento no primeiro semestre de 2022

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Quase 4 mil quilômetros quadrados de floresta foram destruídos nos seis primeiros meses deste ano, sendo 1.120 km² apenas em junho, pior marca desde 2016 JG João Gabriel Freitas* (crédito: Christian Braga / Greenpeace Brasil) A Floresta Amazônia teve 3.988 km² desmatados nos seis primeiros meses de 2022, de acordo com o Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O valor é o maior já registrado para esse período desde 2016 e o triplo do valor registrado em 2017, de 1.332 km². A pesquisa divulgada nesta sexta-feira (8/7) reportou que os dados referentes ao mês de junho foram os mais altos da série história, com 1.120 km² de área desmatada. É o quarto ano consecutivo com recordes de desmatamento no período, com um aumento de 10,6% em comparação ao primeiro semestre de 2021, que era o recorde anterior. Entre estados, o Amazonas liderou pela primeira vez com maior área desmatada no semestre inicial do ano — 1.236 km², o q...

FOME NA ABUNDÂNCIA

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FOME NA ABUNDÂNCIA PIB per capita elevado contrasta com pobreza em ricas regiões do agronegócio em Mato Grosso JOÃO PERES E TATIANA MERLINO (REPORTAGEM) E FELLIPE ABREU  (FOTOS)*O JOIO E O TRIGO, DE SORRISO E SINOP (MT) Todo dia, João Maria Alves, 61, sobe na bicicleta para correr atrás de trabalho. Quando dá sorte, pega um lote para carpir ou um jardim para passar agrotóxico: foi a maneira que encontrou para usar o que aprendeu como peão de fazenda -- ele foi demitido no começo da pandemia. Sem renda fixa, João e sua companheira, Tereza, se alimentam quando conseguem bicos - ela, como diarista. Quando não, vão se virando, "do jeito que nós pode. Mas quase todo mês vem a turma das igrejas evangélicas e volta e meia traz uma cesta básica pra nós". João mora em uma favela de Sinop (MT), conhecida como a "capital do Nortão" e uma das cidades líderes na produção de soja do país. A favela é nova: não tem nome nem é regularizada, mas já tem padrinhos políticos que trazem ...

“Estamos acabando com nossa fábrica de chuvas”

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Luciana Gatti: “Estamos acabando com nossa fábrica de chuvas” Bruno Kelly/ Amazonia Real Por Leandro Chaves Pesquisadora da Amazônia há quase duas décadas, cientista do Inpe identificou de forma inédita como o desmatamento da floresta põe em risco a produção agrícola e torna o país um acelerador das mudanças climáticas. Catastrófico. É assim que a pesquisadora Luciana Gatti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), define o cenário atual da Amazônia brasileira. Após quase uma década de estudos ao lado de 18 colaboradores, ela descobriu que a maior floresta do mundo não só tem perdido a capacidade de capturar dióxido de carbono (CO₂), como passou a ser fonte de emissão do gás responsável pelo aquecimento global. O processo, segundo a cientista, acontece sobretudo no lado leste da Amazônia e é estimulado pelo desmatamento e queimadas. A descoberta, publicada no ano passado na revista Nature, deixou a pesquisadora em choque. “Foi muito pesado para mim”, lembra. A novidade ganh...

Mais de 300 milhões de árvores já foram derrubadas na Amazônia brasileira em 2022

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Por Leandro Chaves Informações do Monitor da Floresta do PlenaMata trazem estimativas em tempo real, com base nos dados do Inpe, e apontam recorde do desmatamento nos primeiros sete meses do ano; chegada do verão amazônico traz expectativas de números ainda maiores para o restante de 2022. Mais de 300 milhões de árvores foram derrubadas na Amazônia brasileira entre 1º janeiro e 10 de agosto de 2022, de acordo com dados inéditos do Monitor da Floresta do PlenaMata, uma iniciativa do MapBiomas, InfoAmazonia, Natura e Hacklab pelo fim do desmatamento. Nesse período, foram perdidas mais de 1,4 milhão de árvores por dia, uma média de 1.024 a cada minuto e, a cada segundo, de 17. Contador do PlenaMata traz estimativa em tempo real de árvores derrubadas na Amazônia Legal. No fechamento desta reportagem, em 10 de agosto, marcava mais de 305 milhões de árvores derrubadas por desmatamento em 2022. Para Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede de mais de 70 organizaçõe...